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A doença não existe no Brasil há anos, mas, para que esse quadro continue assim, é preciso que as crianças sejam vacinadas contra a poliomielite
Ana Paula Pontes
Você já se programou para levar seu filho para tomar as gotinhas no sábado? Dia 14 de junho acontece a primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, responsável pela paralisia infantil. E é importante que todas as crianças de 0 a 5 anos sejam vacinadas. O objetivo da campanha é o Brasil continuar comemorando décadas da erradicação da doença — o último caso aconteceu em 1989.
Segundo Marlene Tavares, assessora técnica do Programa Nacional de Imunização, todas as crianças devem tomar as gotinhas, inclusive se já receberam as doses que constam no calendário de vacinação. As restrições ficam para aquelas que estiverem com infecções agudas, febre acima de 38oC, diarréia, vômito, alergia a algum componente da vacina, como a estreptomicina e eritromicina, já apresentaram reação anormal às gotinhas ou crianças com deficiência imunológica em tratamento com imunossupressores. Mas vale consultar o pediatra da criança sobre a imunização.
Os últimos anos, porém, têm preocupado as autoridades responsáveis pela vigilância sanitária. Houve um declínio na adesão da vacina a partir de 2002. De acordo com Marlene, a redução aconteceu porque poucos recém-nascidos são imunizados. Outro fator que influencia a queda dos números são os jovens pais que, por não terem convivido com a doença, não têm noção da gravidade que é a paralisia infantil.
“É fundamental manter a cobertura contra a poliomielite, porque, apesar de não haver mais casos no Brasil, ela não está erradicada em todo o mundo. Por isso, o risco de a doença voltar sempre existe, principalmente se alguém vem ao país com o vírus e encontra uma população desprotegida”, afirma Renato Kfouri, pediatra e neonatologista do Hospital e Maternidade Santa Joana e diretor da Sociedade Brasileira de Imunização. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2007 foram registrados 1.313 casos em 13 países, sendo que Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão são considerados endêmicos.
A segunda etapa da vacinação está programada para dia 9 de agosto. Nesse dia, o governo prepara uma campanha incentivando os pais a se vacinarem contra a rubéola. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, todos os homens e mulheres entre 20 e 39 anos de idade devem fazer a imunização.
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